Corrente Instável
Durante a noite, o Groupama 3 passou o tempo a abrir caminho pelas correntes instáveis, às quais se juntavam os ventos em constante mudança, com variações entre os 19 e os 5 nós. As condições tempestuosas nesta secção do percurso exigiram imenso da tripulação.
Franck Cammas e os nove companheiros de aventura começam a sentir os efeitos de 40 dias consecutivos em alto-mar, sempre com a sorte a pregar-lhes partidas: Umas vezes com ventos outras sem vento é uma instabilidade que faz com que, mais uma vez, seja um desafio, por si próprio, rumar ao norte, na busca de uma brisa menos cansativa e mais estável e, acima de tudo, mais produtiva.
Contudo, para já, os “deuses dos ventos” aparentam ser “asmáticos”, com a única solução ser atravessar esta zona, batalhando entre as bolsas de ar, evitando as áreas sem vento.
Atmosfera Electrificante
A tripulação enfrentou mais um desafio, as nuvens não facilitaram a vida ao “Gigante do Mares” que teve pela frente uma tempestade, com relâmpagos ,chuvas torrenciais, períodos sem vento e imprevisíveis golfadas de ar.
Para agravar, a Lua esteve quase invisível, dificultando muito a tarefa dos homens de Franck Cammas, que se viram embrulhados numa armadilha atmosférica, sendo necessárias algumas mudanças de rota e muito trabalho nas velas, para passar pela tempestade o mais rápido possível.
Porém, apesar de todos os percalços o “Groupama 3” conseguiu, nas últimas 24 horas, recuperar algumas milhas ao Orange II.
Não será, no entanto, expectável que o Trimarã reduza o défice que mantém, pelo menos, até ao fim-de-semana, quando a aproximação à ilha de Santa Helena (S: Sanvador da Bahia) voltar a produzir ventos de Sudoeste.
(ANALIMA Marketing e Comunicação)




