Portimão Global Ocean Race
“Beluga Racer” vencedor
A “Portimão Global Ocean Race” chegou ao fim após 9 meses e mais de 30.000 milhas percorridas ao longo de cinco etapas que tocaram cidades como Portimão, Cidade do Cabo, na África do Sul, Wellington, na Nova Zelândia, Ilhabela, no Brasil e Charleston, nos Estados Unidos.
A cerimónia de entrega de prémios teve lugar no passado sábado, dia 27 de Junho, no Hotel Tivoli Marina de Portimão e contou com a presença dos vários velejadores que participaram na competição, as suas famílias e amigos, Josh Hall directo da prova e ainda o Presidente da Câmara de Portimão, Manuel da luz que assegurou a abertura do evento.
Manuel da Luz começou por dar as boas vindas a todos os participantes destacando a honra que foi para a cidade receber a largada e a chegada da prova. Felicitou a organização pelo sucesso de todo evento e por tudo ter corrido como previsto.
“Os Velejadores da Portimão Global Ocean Race são os novos heróis da cidade de Portimão”, afirmou o presidente da Câmara de Portimão ao encerrar a cerimónia.
O director da regata, Josh Hall, agradeceu à cidade de Portimão, à Marina e ao Hotel pelo apoio prestado ao longo de toda a regata, elogiou também o auxílio do exterior aos participantes e deixou um apelo final, “Esta prova foi fantástica, mas espero que em 2011 haja mais tripulações a participar”.
Depois das palavras da organização foi a vez dos concorrentes da regata falarem das suas aventuras.
Os campeões alemães, Boris Herrmann e Félix Oehme, do veleiro “Beluga Racer” mostraram-se surpresos com a vitória e agradeceram o apoio de todos. “Nos últimos dias fui muito feliz, talvez tenham sido os dias mais felizes da minha vida e tive a sorte de poder partilhar estes momentos com os meus amigos e família” afirmou Boris Herrmann que também destacou o seu companheiro Felix Oehme com quem sempre se deu muito bem ao longo de toda a prova. “Queria agradecer ao Felix pois sem ele a regata não teria sido tão divertida…em 150 dias no mar nunca discutimos”.
A equipa alemã criou uma grande amizade com os chilenos do veleiro “Desafio Cabo de Hornos” (adversários directos) não escondendo Herrmann o desejo de visitar a equipa chilena na sua terra natal.José Muñoz, skipper do “Desafio Cabo de Hornos”, descreveu a prova como “…linda e fantástica a todos os níveis” e manifestou a vontade de repetir a experiência.
Para o chileno, o momento mais alto dos últimos 9 meses foi a passagem do Cabo de Horn, situado na sua terra natal, o velejador emocionou-se com todo o apoio recebido no local.
Felipe Cubillos realçou o privilégio que foi dar a volta ao mundo descrevendo-a como “um sonho impossível, agora cumprido”.
A completar o pódio esteve a tripulação do “Team Mowgli”. A dupla inglesa, Jeremy Salvesen e David Thomson, teve um discurso muito marcado pelo humor mas sobretudo aproveitou para agradecer a possibilidade de fazer uma “viagem única”. Para ambos, independentemente de estarem longe de casa e das suas famílias a “Portimão Global Ocean Race” foi “O sonho de uma vida que foi concretizado”.
O velejador solitário, o belga Michel Kleinjans descreveu a dureza da prova, uma vez que na perna 4, o “Roaring Forty”, do belga sofreu um aparatoso acidente com um navio contentor que provocou à embarcação fortes danos.
Kleinjans teve uma palavra especial para Josh Hall, que considera ser “o pai da regata”, agradecendo-lhe a oportunidade de realizar um sonho que tinha há 15 anos deixando clara a intenção de repetir esta competição “não só pela beleza da prova mas também pelo companheirismo existente tanto em terra como em alto mar”.
Houve ainda espaço para uma surpresa, durante a cerimónia. Nico Budel, o segundo velejador solitário,( holandês) da competição que se viu obrigado a abandonar a regata após ter cumprido apenas um terço da prova foi homenageado por crianças de uma escola de Portimão, que a acompanhou toda a competição, com um boneco de barro muito semelhante à sua figura, um homem forte e de barbas brancas. A embarcação de Nico, a caminho da Nova Zelândia, sofreu danos fortíssimos, que o obrigaram a abandonar a regata, tendo sido socorrido por um cargueiro.
O holandês afirmou ter-se preparado bem para a prova, mas o acidente acabou por “ser algo que não estava nos planos”. Também Budel guardou uma revelação surpreendente para o final, “Comprei ontem o barco vencedor, o “Beluga Racer”, e é com ele que vou estar aqui em 2011”.
Budel confirmou assim a sua presença na segunda edição da prova a disputar-se em 2011 que irá percorrer a mesma rota que os velejadores seguiram este ano.
Um filme de 20 minutos sobre a regata e os seus melhores momentos fechou a noite de festa.




