Federação Portuguesa de Pentatlo Moderno
Os desportistas mais perfeitos são os Pentatletas pois no seu corpo a força e a velocidade combinam-se numa bela harmonia.
A Federação Portuguesa do Pentatlo Moderno, filiada na União Internacional de Pentatlo Moderno e com Estatuto de Utilidade Pública Desportiva, foi fundada em Lisboa, em 19 de Dezembro de 1949. Após um período de menor actividade, foi reanimada em 1977, através da acção do Coronel Roberto Durão passando sobretudo a partir de 1979 a ter actividade regular, que culminou com a participação nos Jogos Olímpicos de Los Angeles/84, um feito que viria a ser decisivo, e a desencadear um processo de organização e desenvolvimento rumo à afirmação da modalidade no panorama desportivo nacional.
No seu início, em 1949 apenas membros componentes das Forças Armadas participavam nas provas de pentatlo moderno traduzindo toda a sua expressão de modalidade de cariz militar, e seriam justamente quatro jovens militares os seleccionados para os Jogos Olímpicos de Helsínquia, 1952- Capt. Serra Pereira, Alferes Ricardo Durão, 2º Ten. Lopes Jonet e Ten. António Travanca. O primeiro campeonato nacional ocorreria sómente em 1959, com três participantes apenas. Antes, a 24 de Março de 1954, decidiu-se não aprovar um campeonato nacional enquanto não fosse obtida a inscrição de um civil, para evitar a duplicação dos campeonatos militares.
Para a história fica o correspondente primeiro campeão nacional de pentatlo moderno, o Ten. Lopes Jonet, hoje o simpático e afável Comandante Jonet, figura sempre presente nos momentos de maior destaque da nossa modalidade. A falta de apoios oficiais era apontada como a principal razão para uma quantidade tão reduzida de praticantes. O ano seguinte, 1960, não se disputaria mesmo o campeonato nacional por falta de concorrentes.
Seriam os Jogos Olímpicos a única fonte de estímulo, e para Roma , em 1960, dois candidatos alimentavam uma ténue esperança que se desvaneceria de imediato. Jonet era incumbido de missão militar no estrangeiro, e Roberto Durão não cumpria os 5 minutos, então exigidos nos 300 metros da prova de natação. Entrava em cena, em 1964, Avelino Pereira, um jovem nadador, com reconhecidas qualidades ecléticas, mas também os 4000 pontos exigidos pela U.I.P.M. viriam a ser um objectivo inatingível.
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